Um pouco sobre a violência doméstica na Coreia



Uma jovem estudante da escola primária mutilada por seu pai e armazenada em um freezer. Um pastor que abusado e assassino que matou sua filha e armazenou seu cadáver em um casa até que ficasse mumificado. O que esses dois casos tem em comum? A violência doméstica na Coreia que, da porta para dentro, só faz mais vítimas a cada ano.

Os casos acima citados são apenas dois de vários que vem acontecendo na Coreia, casos de violência doméstica que acabam em morte e fica por aí mesmo, vizinhos que escutam ou sentem o cheiro dos corpos, não fazem muito para ajudar, já que a cultura da sociedade coreana é ficar mais reservada.

Professores só dão falta do aluno depois de vários dias faltando aula, entram em contato com os pais mas fica por aí, a polícia não levava a sério mas agora está investigando mais a fundo os casos de crianças que estão faltando muitas aulas e chegando a resultados como os citados no inicio dessa publicação.

Casos assim, de violência doméstica são cada vez mais comuns e não atinge só as crianças. De acordo com uma pesquisa nacional sobre violência doméstica e sexual feita em 2010, 53,8% das pessoas que haviam sido casadas já haviam experimentado abusos de quaisquer natureza e 16,7% sofreram abuso físico, abusos emocionais fizeram 50,7% e sexual 13,5%.

O que esses dados nos dizem é um reflexo do que acontece em uma sociedade que “cuida da sua vida” e deixa os problemas do vizinho com o vizinho, mesmo que isso acabe terrivelmente mal.
De acordo com o Ministério da Igualdade de Gênero e Família, os problemas familiares e violência doméstica tem muito mais a ver com a fuga de jovens de seus lares do que o chamado “comportamento jovem”, rebelde e que age por impulso, eles estão fugindo muito mais dos maus tratos, de todas as naturezas, do que fugindo de casa “por querer”.

Uma estimativa média diz que mais de 20.000 adolescentes, crianças e jovens, fogem de casa, porém existem somente 1.250 instalações onde eles podem se acomodar, o que é um número muito pequeno e que pode estar causando lotação, impossibilitando de mais jovens poderem se proteger de suas famílias.

Diante desses casos, o que se pode fazer para melhorar? Aumentar a liberdade do governo em entrar nas casas e fazer acompanhamento da saúde familiar (como é feito em algumas regiões do Brasil)? Aumentar o número de instalações para que os jovens possam sair de casa em segurança? Iniciar uma campanha nacional contra a violência doméstica, mesmo que levasse vários anos para iniciar a mudar o modo de ver os problemas familiares dos vizinhos não como só deles mas também da sociedade como um todo?

Mesmo o governo entrando nas casas para avaliar a saúde familiar, a família iria se comportar de uma maneira artificial na frente deles e não iriam contar o que acontece de ruim, por medo ou qualquer outra preocupação.

Aumentar o número de acomodações para os jovens poderem fugir de suas casas e ir para um lugar seguro pode parecer uma boa ideia para um curto prazo, mas em longo prazo isso iria trazer alguns riscos para a família como um todo, qualquer filho que tivesse uma discussão poderia se sentir violentado e fugir de casa e ir para um dos abrigos por um motivo bobo ou apenas por rebeldia, trazendo consequências para sua família e também em gastos para o governo.

Já a última solução que citei, não que sejam apenas três, mas foram as que eu achei interessantes expor aqui, me parece a mais interessante e a que poderia dar certo a longo prazo, digo isso porque não vai ser da noite para o dia que a sociedade inteira vai mudar e começar a cuidar do próximo, isso levaria anos, e talvez nunca se concretizasse, porém é uma boa alternativa e que traria um bom resultado caso alcançasse o sucesso, um cuidando do outro e vivendo realmente em algo que possamos chamar de sociedade para que possamos ver cada vez menos casos como os citados aqui e chegar a um ponto de dizer que a violência doméstica na Coreia do Sul é uma das mais baixas do mundo.

Por favor, deixe sua opinião nos comentários, obrigado por ler até aqui.

Por: Lázaro Daniel.
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